Detalhes do E-book

Título: Aspectos principais sobre a biologia e o controle químico do percevejo marrom na cultura da soja
Informações
ISBN
978-65-86230-94-9
Autores(as)
Pedro Nery de Souza Neto, Philipe Guilherme Corcino Souza, Ricardo Siqueira da Silva, Daiane das Graças do Carmo, Marcelo Coutinho Picanço
Sobre esta obra

O percevejo marrom (Euschistus heros) era uma praga secundária da soja até meados dos anos 70. Entretanto, com o a expansão dos cultivos da região sul para as áreas mais centrais do país, este inseto mudou seu status e atualmente é considerado a principal praga da cultura. Os danos causados pelo E. heros decorrem do ataque às vagens da planta, principalmente na fase de enchimento, reduzindo a produtividade e a qualidade da produção. O inseto é bastante adaptado às regiões de clima mais quente e pode alcançar densidade populacional bastante elevada, principalmente nas fases finais do ciclo da cultura. A praga também é favorecida pelo sistema de plantio direto, que facilita a obtenção de abrigo e alimento nos restos culturais, pela sucessão de cultivos, já que culturas como milho, feijão e algodão também podem ser atacadas; e pelo uso inadequado de pesticidas que reduzem a população de inimigos naturais. O manejo da praga tem se baseado predominantemente no controle químico. Há 67 inseticidas comerciais registrados no país para este fim, os quais se dividem em apenas 4 modos de ação e 6 grupos químicos, com destaque para os organofosforados, piretróides e neonicotinóides que são os mais utilizados. Essa limitação desperta preocupações quanto ao desenvolvimento de populações resistentes da praga. Vários estudos já indicam a ocorrência de resistência a alguns dos inseticidas mais utilizados em certos locais. A implementação do manejo integrado de pragas é essencial para evitar o uso excessivo dos inseticidas, preservar a população dos inimigos naturais e, assim, atenuar a pressão de seleção para a resistência da praga. Neste sentido, deve-se também evitar o uso repetitivo de produtos com o mesmo princípio ativo, dando preferência pela rotação de inseticidas com diferentes modos de ação. Além disso, é importante avaliar a eficiência do controle realizado para identificar possíveis casos de resistência. Como muitos episódios de falha de controle podem ser consequência de problemas na tecnologia de aplicação ou de condições meteorológicas inadequadas, em caso de suspeita de resistência, amostra representativa da população local da praga deve ser enviada para avaliação em laboratório qualificado. Se confirmada a resistência, o inseticida em questão deverá ser excluído do programa de manejo e substituído por outro, preferencialmente com um modo de ação diferente.

Ficha Técnica
Ano Publicação
2021
Edição
1
Páginas
40