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Título: Estabilidade da agregação em áreas ardidas e não ardidas no Nordeste de Portugal: Um importante indicador da qualidade do solo
Informações
ISBN
978-65-86230-23-9
Autores(as)
Daniela Aparecida Freitas
Sobre esta obra

O manejo dos solos impactados pelos incêndios é um dos principais

desafios que a Europa Mediterrânea enfrenta, incluindo, Portugal. Neste contexto, o

estudo de indicadores da qualidade dos solos, como a estabilidade da agregação,

tornou-se essencial, pois os mesmos são sensíveis às mudanças provocadas no

meio e refletem o seu grau de perturbação. Dessa forma, o objetivo do trabalho foi

analisar áreas ardidas e não ardidas no Distrito de Bragança, Nordeste de Portugal,

e avaliar a estabilidade da agregação relacionando-a com atributos físicos e

químicos do solo. O estudo foi realizado em três áreas de amostragem distintas,

Soutelo (ST), Parâmio (PR) e Quintela de Lampaças (QL), afetadas por incêndios,

respectivamente, nos anos de 2015, 2016 e 2017. Em ST e PR, a colheita de

amostras de solo realizou-se em zonas vizinhas ardidas e não ardidas. Em Quintela

de Lampaças (QL), a amostragem realizou-se apenas em zonas ardidas. Foi

avaliado o comportamento da estabilidade dos agregados sob o efeito do fogo, das

classes dos agregados e das profundidades, assim como a variação temporal da

agregação pós fogo e os resultados de partículas primárias. Para a interpretação

dos resultados utilizou-se os valores médios dos atributos físicos e químicos do solo

das áreas em estudo e buscou-se estabelecer correlações significativas (p<0,05)

entre a estabilidade dos agregados e alguns atributos do solo. Foi feito a análise de

variância (Anova) a 5 % de probabilidade utilizando o fator duplo e único com

repetição e através das médias dos coeficientes de variação (CV) foi feito a relação

entre a estabilidade dos agregados e as partículas primárias. Como resultado

observou-se que sob o efeito do fogo, a estabilidade da agregação foi

significativamente superior no estado não ardido comparativamente ao ardido. Em

relação às classes de agregados do solo, a estabilidade da agregação foi

significativa superior na classe 0,25 mm comparativamente à classe 0,4 mm. No que

diz respeito às profundidades do solo, a estabilidade dos agregados foi

estatisticamente superior na profundidade de 0-5 cm. No tocante à variação

temporal pós fogo, a área PR, ardida em 2016, foi a que registou a maior

estabilidade dos agregados e no que se refere aos resultados da estabilidade dos

agregados e das partículas primárias, verificou-se que os dados da estabilidade dos

agregados são mais homogéneos e consistentes que os das partículas primárias.

Assim, é notória a importância do estudo da estabilidade da agregação, pois a

mesma, integra os efeitos combinados de diversos atributos e/ou processos do solo,

revelando-se como um importante indicador físico da qualidade do solo, de grande

relevância nas decisões quanto ao uso e ao manejo do mesmo.

Ficha Técnica
Ano Publicação
2020
Páginas
62